A escolha do regime tributário é uma das decisões mais importantes — e mais negligenciadas — da gestão empresarial brasileira. Muitas empresas permanecem no mesmo regime por anos sem questionar se existe uma opção mais vantajosa.
Simples Nacional: Simplicidade com Limites
Disponível para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Organizado em 5 Anexos com alíquotas de 4% a 33%. O Fator R é a relação entre a folha de pagamento e o faturamento dos últimos 12 meses. Se o Fator R ≥ 28%, a empresa migra do Anexo V para o III — com alíquotas muito menores.
Lucro Presumido: A Escolha Estratégica
Disponível para empresas com faturamento até R$ 78 milhões/ano. A Receita Federal presume que o lucro é uma porcentagem fixa da receita bruta. Vantajoso quando a margem de lucro real supera a margem presumida.
Lucro Real: Para Quem Realmente Compensa?
Obrigatório para faturamento acima de R$ 78 milhões. Compensa quando a margem de lucro líquida está abaixo da margem presumida do setor, ou quando a empresa opera com prejuízo.
O Ponto de Equilíbrio Tributário
| Regime | Carga sobre faturamento (serviços) | Quando é mais vantajoso |
|---|---|---|
| Simples Nacional (Anexo III) | 6% a 19% | Faturamento até ~R$ 800k/ano com Fator R alto |
| Simples Nacional (Anexo V) | 15,5% a 30,5% | Raramente vantajoso — avalie migração para Presumido |
| Lucro Presumido | ~13,33% a 16,33% | Margens acima de 32% com poucos créditos de PIS/COFINS |
| Lucro Real | Varia com o lucro efetivo | Margens abaixo de 32% ou com muitos créditos de insumos |
Conclusão
Não existe regime tributário universalmente melhor — a escolha depende do perfil específico de cada empresa. Nossa equipe realiza simulações comparativas completas. Agende agora e descubra onde sua empresa está deixando dinheiro na mesa.